Marketing sensorial: como os sentidos influenciam as compras

Quando falamos sobre vender um produto ou serviço, há diversas estratégias de convencimento que podem ser aplicadas para que o cliente tome a decisão de forma positiva. Além das tradicionais promoções, cupons de desconto e opções atrativas de parcelamento, o marketing sensorial visa uma outra abordagem, que objetiva oferecer uma experiência a mais nesse processo de compra.

Muito mais do que apenas ver um produto em uma gôndola, por exemplo, ou até mesmo em anúncios na internet, o marketing sensorial propõe que o consumidor entre em contato com esse determinado produto de outras formas, trazendo essa sensação de proximidade.

O que é o marketing sensorial?

Aprofundando ainda mais no assunto, o marketing sensorial tem como estratégia estimular os cinco sentidos do corpo humano: tato, olfato, paladar, visão e audição.

Desse modo, dependendo do produto, a equipe de vendas pode preparar a estratégia adequada, alinhada com o sentido que deseja atingir, para obter mais assertividade tanto na comunicação quanto na experiência do cliente.

O grande lance do marketing sensorial é despertar a necessidade ou o desejo de fazer certas compras a partir desses estímulos.

Olfato: um dos mais poderosos

Você provavelmente já passou pela praça de alimentação de um shopping e foi arrebatado por aquele cheiro irresistível de determinado restaurante. Por mais que em lugares assim a sinfonia de cheiros seja até confusa, alguns lugares conseguem se destacar justamente por utilizar esse tipo de estratégia.

Outro lugar que pega o consumidor pelo olfato é o cinema. Aqui, o foco principal é a venda dos ingressos para os filmes. Porém, serviços extras, como a venda de pipoca nas bombonieres, atraem demais a atenção dos clientes justamente pelo cheiro que acaba sendo extremamente convidativo.

Quem também se utiliza muito dessa estratégia são as lojas de perfume e produtos para cuidados com o corpo, que fazem com que os clientes tenham essa amostra do cheiro dos produtos para decidir qual comprar.

Visão: criatividade é o segredo

O marketing sensorial trabalhado através da visão tem como principal objetivo o reconhecimento de marca. 

Na criação de uma identidade visual, por exemplo, a utilização correta das cores atrelada ao campo de atuação da empresa, além de um logo que seja facilmente reconhecido, é a chave para o sucesso. McDonald ‘s, Nike, Coca-Cola, Starbucks e tantas outras marcas são excelentes exemplos. 

Outro exemplo está bem visível no supermercado, em que todas as gôndolas são pensadas para que a compra seja mais fácil. Produtos infantis, por exemplo, tendem a ficar na altura dos olhos das crianças para que elas sejam estimuladas a pedirem para os pais.

Paladar: conquistado pela boca

Nos mercados é muito comum encontrar pontos de degustação. Essa estratégia é utilizada pelas marcas para testar a aceitação de alguns produtos e apresentar a novidade aos consumidores. Dessa forma, eles são encorajados a comprar algo que ainda não conhecem.

Além disso, entradas de aperitivos gratuitos em restaurantes e opções para comer e beber em uma sala de espera de um consultório são outras estratégias de usar o paladar como uma forma de tornar a espera um pouco mais proveitosa.

Tato: o poder do toque

Por mais que exista a facilidade de comprar pela internet, muitos consumidores acabam optando por comprar determinados produtos pessoalmente, justamente para senti-los. Colchões, cama, poltronas, cadeiras, roupas de cama e edredom são alguns dos exemplos.

Roupas e calçados também usam essa estratégia de marketing sensorial de forma automática, já que é comum que os consumidores provem as peças antes de fazer a compra. Por isso, oferecer a atenção necessária para o cliente nesse momento é fundamental.

Audição: um desafio

Criar uma estratégia focada em estimular a audição não é uma tarefa fácil, porém é possível. Por exemplo, em um restaurante, é comum presenciarmos cantores, percussionistas e bandas apresentando-se ao vivo. O intuito é deixar o ambiente mais agradável durante a espera pelo pedido.

Em lojas, as músicas também são percebidas. Nesses espaços, é possível criar playlists que estejam de acordo com o estilo do lugar e dos clientes que por ali passam diariamente. Em ambos os casos, vale sempre um cuidado com o volume, pois em excesso pode criar o efeito oposto.

É dessa forma que, através dos sentidos, muitas marcas criam estratégias para se diferenciar no mercado e conquistar cada vez mais clientes.

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